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mind walks here

segunda-feira, junho 30, 2003

o dia em que me senti como uma vitamina c efervescente. ou aquele monte se sonrisal que o sacana jogou na piscina da festa. pergunta para a beth, ela que contou.. quilos e quilos de sonrisal caindo do helicoptero direto na piscina. será? ou pode ser mais uma piadinha de efeito, para abrir palestras da semana da criação. exatamente como a lenda do estagiário que largou tudo para passar o verão na bahia e foi rastreado pelo chefe, admirado. será? olha, uma digressão! acho digressão uma coisa tão sofisticada, sempre quis colocar uma digressão em algum escrito meu, mas eu achava que se colocasse intencionalmente estaria burlando as regras de uma digressão legítima. taí. sem graça, sem impotância, mas está aí. voltando ao sentimento alka-seltzer, incrível como o mundo parece ter outra cor hoje. depois de um semestre muito introspectivo, a redenção. um fim de semana cinematográfico para emoldurar tudo que foi percebido. a duras penas, isso lá é verdade, mas percebido. uma festa bizarra, outra festa bizarra: um fondue surpresa. fondue surpresa não estraga o fondue? (e a surpresa?). fondue implica o ritual, a coisa toda. mas eu estava no fondue surpresa na casa do namorado da mônica, que já estava vagamente etílica. a mel e eu, compreendendo, do alto do nosso desprezo pelo renato russo, o que o eduardo sentia na festa do carinha do cursinho. até que a gente se achou lá. acho que eu mais do que ela, mas as i was a girl on a mission, me dei o direito de pensar em mim antes, uma vez na vida. e ali, rindo do bêbado, do marc buscando gelo para 9 1/2 semanas de amor e da situação toda eu percebi porque a falta de perspectiva acaba com a vida de qualquer um. perspectiva é tudo! sem a perspectiva não existe a expectativa, a ansiedade, nada! e o que um momento de ansiedade não faz com a gente. a mesma coisa que um sundae com cobertura extra do mc donald's, uma barra de alpino e uma caixa de mini lindts todos juntos. que delícia é ter descobertas de novo, que delícia ter vontade, ter interesse. saí da casa do marc junto com a neblininha da manhã, rindo de mim mesma por ter quinze anos de novo com todas as coisas boas que os vinte e dois oferecem. o dia seguinte era um dia de sol frio. não tem nada mais lindo do que estes dias frios de inverno com sol, céu azul. uma apresentação sinérgica, poderosa, mágica. um monte de gente legal na platéia e uma energia positiva maluca passando como se fosse incenso. um aniversário, conversas desencontradas, mais base para as elocubrações do semestre. guardei o fim de semana na caixinha, sentindo alguma coisa parecida com a mesma impressão de preenchimento da cavalgada no rio grande do sul, com a música da tina na cabeça (it's simply the best), pensando como são raros estes momentos. como a gente é feliz de saber achá-los. e ainda tocou making love na antena um. inteirinha.

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segunda-feira, junho 09, 2003

vagava perdida pela casa sem saber precisar onde o livro a havia afetado tanto. riu da última linha e riu da foto do escritor na quarta capa. queria acreditar em coincidências quando reparou que suas unhas compunham um degradé improvável com a cor do volume. era então o azul que imaginava ser o do cabelo da irmã morta na saga das mulheres de nomes incolores. ou seriam verdes seus cabelos?
enfim o que pensava; desconcertada e atingida, completamente desamparada e desprotegida, era se a narrativa mais plausível de seu Gabriel favorito lhe provia conforto, consolo ou incentivo. doía poder se identificar pela primeira vez com o realismo mágico, (que mais trágico lhe parecia). como se irritava com a invasão não autorizada de sua confusão mais íntima, com a descoberta mais crua de uma vida possível, de um erro mascarado. e algum dia saberia desfazer-se daquilo ou teria que enfrentar os cem anos de solidão como se vivesse nos tempos do cólera?

.: posted by Miss Mindwalk 10:20

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segunda-feira, junho 02, 2003

cada coisa que a gente passa.. o mundo anda tão despretencioso que parece pegadinha. a gente vai para um fondue esperando nada além de uma rodinha envolta da panela e acaba saindo com muitos outros brindes na bolsa. alguém inventou um jogo da verdade nostálgico, que começou envergonhado e logo tomou rumos comicamente íntimos. parecia tão natural estar lá compartilhando aflições e rindo da coragem alheia. antes de adormecer após a primeira meia hora do Godard, ainda passei levemente por vítima de um esquema de matchmaking do abel e de nanná, para lá de matchmade. cada coisa..

.: posted by Miss Mindwalk 12:20

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